Em agosto de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Foi a primeira (e até hoje única) vez que armas nucleares foram usadas em guerra.
As bombas de Hiroshima (“Little Boy”) e Nagasaki (“Fat Man”) usavam a fissão nuclear: o núcleo de átomos de urânio ou plutônio se partia, liberando uma quantidade enorme de energia em uma fração de segundo. Essa energia virou calor, luz e uma onda de choque devastadora.
Em Hiroshima, a explosão foi equivalente a cerca de 15 mil toneladas de TNT. Em Nagasaki, foi ainda mais potente (cerca de 21 mil toneladas). A temperatura no centro da explosão chegou a milhões de graus.
As pessoas mais próximas do epicentro foram vaporizadas ou mortas instantaneamente pelo calor e pela onda de choque. Muitos outros morreram depois por queimaduras, ferimentos e, principalmente, pelos efeitos da radiação.
A radiação ionizante danifica o DNA das células. Isso pode causar queimaduras graves, doença da radiação aguda (vômitos, queda de cabelo, falência de órgãos) e, a longo prazo, maior risco de câncer. Sobreviventes (chamados hibakusha) enfrentaram consequências por décadas.
Hoje, as duas cidades são lugares de memória e paz. O Parque Memorial da Paz de Hiroshima e o Museu da Bomba Atômica de Nagasaki contam essa história para que ela não se repita.
Eu expliquei mais detalhes sobre o que aconteceu nessas cidades e os efeitos científicos da bomba.
▶ Ver o vídeo no YouTubeEsse é um dos eventos mais importantes (e tristes) da história da ciência e da humanidade. Entender o que aconteceu ajuda a refletir sobre o poder da tecnologia e a importância da paz.